Se considerarmos o açúcar, café, guaraná, chimarrão, entre outros, como substâncias que alteram o metabolismo, a terminologia está correta.


No entanto, em seu sentido social ou bioquímico, normalmente associamos a palavra "droga" como substância destruidora ou desestruturadora e que causa dependência física ou psíquica. Neste sentido ayahuasca não é droga!
 

Seu uso definitivamente não causa nenhum tipo de dependência e ao longo dos anos, por experiência testemunhal e também através de pesquisas, comprovou-se que não há nenhum efeito prejudicial ao organismo físico ou psíquico, pelo contrário, seu uso medicinal ou terapêutico é cada vez mais investigado.

Os que classificam a ayahuasca como "alucinógeno" também cometem impropriedade conceitual, segundo o antropólogo norte-americano Gordon Wasson, que distingue "estados alterados de consciência" ou "alucinações" de "estados ampliados de consciência".

 

Para alguns pesquisadores, a classificação da ayahuasca como "alucinógeno" é uma imprecisão, pois a mesma não causa perda do contato com a realidade - como pressupõe o termo - mas sim um grau ampliado de percepção que permite a compreensão daquela realidade com maior clareza ou transcendência.

Pesquisadores da área de etnobotânica têm proposto a classificação da ayahuasca como "enteógeno", ou seja, substância que "gera uma experiência de contato com o divino", causando uma sensação generalizada de aproximação com o sagrado, facilitando o autoconhecimento e o aprimoramento do ser humano, com inúmeros casos registrados de reestruturação familiar, profissional, social, moral, ético, intelectual e espiritual.